- Professor, não é certo o que o senhor está fazendo.
- O que eu estou fazendo?
- Ridicularizando quem tem fé.
- Eu não estou ridicularizando ninguém.
- Está, sim. Não somos bobos, professor. Isso é errado.
- Só estou abrindo os olhos de vocês.
- O senhor não percebe? Está usando a sua posição de professor para falar mal de Deus, de Jesus, da religião. Isso é desonesto.
- Isso é coisa da sua cabeça, menina.
- Se o senhor não tem fé, é um direito seu. Mas ter fé é um direito nosso, que deve ser respeitado.
- Deus foi uma invenção da humanidade. A Bíblia é um livro cheio de preconceitos. As religiões dividem as pessoas e alimentam o ódio. Não precisamos mais de Deus e de religiões.
- Está vendo só? Essa é a sua opinião. Mas o senhor, sendo nosso professor, quer enfiar essas ideias em nós goela abaixo. Eu, como aluna, não aceito isso.
- Você ainda não sabe nada da vida, menina. Vá estudar e comprove o que estou dizendo.
- O senhor só estudou pensadores que não gostavam de Deus nem de religião. Mas existem outros pensadores favoráveis a Deus, à religião. O senhor é tendencioso.
- Aqui na sala de aula, eu sou a autoridade. Ensino conforme as minhas convicções.
- O senhor não faz ideia de como é triste a vida sem Deus. Tem um monte de gente deprimida e ansiosa por ainda não ter experimentado o amor de Deus, nas drogas, no alcoolismo, na promiscuidade, na criminalidade.
- Menina, aqui é um colégio, não é uma igreja, pra gente ficar falando dessas coisas.
- Ah, falar mal da fé pode. Mas falar bem da fé não pode?
- Chega. Vamos voltar à nossa matéria.
- Viu só, gente? Abra seus olhos com esse professor, viu?
- Você quer mesmo me desafiar? Levo você à diretoria, hein, menina.
- É justo que professores ridicularizam a fé dos seus alunos?
- Como deve ser a atitude dos alunos diante de professores abertamente ateus?
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