quarta-feira, 26 de abril de 2023

Pai e filho

Eu me vejo refletido no meu filho.
Meus defeitos estão todos nele. Impressionante.
Acho que é por isso que a gente se desentende tanto.
Tento preservá-lo das consequências dos erros, para que não sofra o que eu sofri. Mas ele é teimoso igual ao pai.
Se eu tivesse dado ouvido aos conselhos do meu pai eu teria apanhado menos da vida. Mas fui turrão. Paguei pra ver e me estrepei.
Será que agora estou pagando pelos meus erros através do meu filho?
Sei que ele ainda é muito novo, e que tem direito de aprender com os próprios erros. Mas não sei até que ponto devo deixá-lo quebrar a cara ou socorrê-lo.
Às vezes chego até ele, de boa, pra conversar e a indiferença e soberba dele me tiram do sério. Aí já começo a discutir e tudo acaba mal.
Acho que sou um péssimo pai, sei lá. Tenho saudades da época em que eu, deitado, o colocava, bebê, na barriga e brincava de cavalinho.
Bons tempos aqueles. Minha esperança é de, num futuro não muito distante, nos demos melhor do que hoje.
Apesar de tudo, eu o amo, mas hoje eu não consigo lhe dizer. Acho que com ele deve ser parecido. Esperemos dias melhores.
- Até que ponto o pai deve deixar o filho aprender com os próprios erros ou deve interferir?
- Como o pai deve lidar com a rebeldia do filho?

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