- Natã! Psiu... Corre aqui!
- O que foi, mulher?
- Onde é que você estava?
- Fui ali tirar água do joelho, ué!
- Você não vai acreditar no que aconteceu!
- Desembucha logo, Ester, que eu estou curioso...
- Lembra daquele senhor paralítico da casinha de barro?
- Sim, e o que é que tem ele?
- Agora está caminhando perfeitamente!
- Como é que é?
- Está caminhando, amor. Eu fui na casa do Simão pescador e lá estava um tal de Jesus, vindo de Nazaré. Não tinha lugar pra mais ninguém, de tanta gente. Não deu pra ver nem ouvir muito bem mas, de repente, alguns homens abriram o teto da casa e desceram de lá com cordas o tal do paralítico.
- Desceram o homem pelo teto, Ester?
- Sim, e o Jesus disse que os pecados dele estavam perdoados e ele começou a caminhar!
- Como é que foi isso, mulher?
- Não sei lhe explicar, Natã, mas é isso mesmo: o tal do Jesus curou o paralítico!
- Então você está querendo me dizer que o nazareno é um curador?
- Acho que é mais do que isso, homem. Ele deve ser um profeta, sei lá. Mas uma coisa é certa: o Senhor está com ele, pois ninguém pode fazer um sinal assim se não for aprovado por Deus!
- Quero saber mais sobre esse... Como é o nome dele mesmo?
- Jesus, Natã. O nome dele é Jesus...
- Sim, vamos ver quem ele é...
- Você fala de Jesus às outras pessoas?
- Você acredita no poder de Jesus para curar, para perdoar pecados?
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