Muitos de nós são da época em que Deus era apresentado às crianças pelos adultos como uma espécie de "bicho-papão", que gostava de castigar os pequenos desobedientes. Supostamente Ele anotava todas as malcriações dos filhos e, um dia, eles pagariam pelos seus erros.
Uma gripe forte, uma queda de bicicleta, uma nota vermelha em Matemática... eram interpretados como castigos de Deus.
E, para receber o carinho (e os presentes) dos adultos, as crianças tinham que lavar a louça, levar o lixo pra fora, arrumar a cama, não deixar comida no prato, tirar só notas azuis... Do contrário, os pequenos eram desprezados pelos grandes. Quanta chantagem emocional!
O problema é que, hoje, muitos adultos têm dificuldade para entender e aceitar que Deus é amor, é misericórdia, é perdão para quem O invoca.
Dizem: "Deus só ama e ajuda os bons, os justos, os trabalhadores, os pacíficos, os que fazem sacrifícios, os que têm bons resultados". Dizem: "Deus vai castigar os preguiçosos, os fofoqueiros, os desonestos, os adúlteros, os baladeiros, os bêbados, os fracassados".
Deus não é humano, como nós. A gente se cansa de amar, condiciona o amor, negocia o amor. Mas Deus ama incondicionalmente, escandalosamente, além da nossa capacidade de compreensão.
Deus não cabe na nossa inteligência. Não é um peixinho do nosso aquário, nem um passarinho da nossa gaiola. Deus é Deus, e ponto final.
- Por que as pessoas têm medo de Deus?
- Deus castiga?
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