- Acabei de entrar na estatística das mulheres separadas.
- Bem-vinda ao "clube", amiga. Conte pra mim a sua história.
- Não tenho muito pra dizer, não. Meu ex-marido se envolveu com outra mulher, e tiveram uma filha juntos.
- O meu ex-marido era violento, bebia muito e usava maconha e cocaína.
- Puxa! E ele chegou a lhe agredir?
- Sim, muitas vezes, até diante das crianças. E também me forçava a ter relações sexuais.
- Maldito! Força pra você, amiga.
- E como você descobriu as infidelidades do seu ex-marido?
- Ah, percebi pelo uso do celular às escondidas, pelas escapadas noturnas e pelo dinheiro que nunca era suficiente pras compras.
- O seu ex-marido sustentava a amante e a filha deles?
- Sim. Não sei por quê demorei tanto pra me separar, viu?
- No meu caso, fomos casados pela Igreja. Pensava que não podíamos nos separar. Apanhava, era estuprada pelo marido, e achava que tinha que suportar isso...
- Nós também fomos casados pela Igreja. Tentei de tudo para salvar o nosso casamento mas, infelizmente, ele colocou tudo a perder.
- O que vai fazer agora?
- Sei que não vai ser fácil. Muita gente vai me julgar. Mas vou sair adiante com meus filhos, vou continuar trabalhando, sem perder a minha dignidade.
- Isso mesmo, amiga. É assim que se fala. Eu estou conhecendo uma pessoa. É divorciado também. Tem um casal de filhos. Vamos juntos à Igreja.
- Ah que legal. Eu lhes desejo muitas felicidades. Quanto a mim, vou esperar um pouco. Preciso curar algumas feridas abertas, antes de voltar a acreditar no amor. Mas, com Deus e Nossa Senhora, vai dar tudo certo!
- Vai, sim. Com certeza! Fé em Deus e boa sorte!
- Obrigada, igualmente!
- Como você interpreta "até que a morte vos separe"?
- Como reconstruir a vida após a experiência traumática da separação? Como lidar com os julgamentos?
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