terça-feira, 21 de junho de 2022

A Família

Nós cremos na família!

Sim, conhecemos as dificuldades e os flagelos suportados pelas famílias (os noticiários nos recordam todos os dias): infidelidades e divórcios, violência e mortes, vícios e desonestidades etc.

Ainda assim, nós acreditamos na família. Ela é nosso maior tesouro, é nosso empreendimento mais importante!

Se, aos olhos dos patrões, somos apenas um número frio na folha de pagamento, uma peça na engrenagem (que facilmente pode ser trocada), aos olhos das nossas famílias temos um nome, uma história, um valor  inestimável e insubstituível.

Na família estão as pessoas que mais amamos, pelas quais viemos a este mundo e/ou que nasceram através de nós.

Quando adoecermos e/ou envelhecermos será a nossa família que vai cuidar de nós, do nosso sustento e higienização, da nossa hospitalização e inevitável sepultamento.

Na família nos tornamos humanos, desabrocham nossas capacidades, aprendemos a respeitar, a servir, a acolher, a rezar, a buscar a Deus.

Há muita coisa linda nas nossas famílias (que infelizmente não viram notícias na imprensa sensacionalista e pessimista): alegria, capacidade de superação, gratuidade, diálogo construtivo, fidelidade, abertura à vida, proteção aos vulneráveis etc.

E há lugar para Deus e para a fé nas nossas famílias: rezamos em casa, lemos a Bíblia, recitamos o terço, participamos das missas, pagamos o dízimo, ajudamos nas pastorais e movimentos, peregrinamos aos santuários etc.

Não achamos nossas famílias na lata do lixo; foram construídas com muito amor, suor, lágrimas e fé. A sociedade e o Estado devem defender a família, devem lhe dar condições de se desenvolver com dignidade, sem se intrometerem nela nem a substituírem.

A família é sagrada, é território santo, é habitada pelo amor, é esperança no presente e no futuro, é condição indispensável de desenvolvimento e plenitude. É luz na escuridão, é porto seguro, é beleza, é profecia, é antesala da eternidade em Deus.

Creia você também na família! E a defenda!


- Você entende a grandeza da família, da sua família?

- Qual é o papel da religião e do Estado na defesa da família?

sexta-feira, 17 de junho de 2022

Lugar de padre é na sacristia

- Pra mim que os padres não deveriam se pronunciar sobre assuntos sociais. Eles são padres, estudaram para serem padres. Então que falem sobre Deus, sobre a Igreja, sei lá... menos sobre assuntos sociais. As pessoas vão à Igreja para ouvir a Palavra de Deus, não sobre política. Entendeu?

- Você vai à Igreja?

- Vou nada. Você acha que vou ficar debaixo da saia de padre? Eu não! Caia fora! Saia pra lá!

- Então, vai-me desculpando, mas você não pode falar do que você não sabe. O padre estuda para falar de todos os assuntos que se referem à vida das pessoas. Estudam sobre as religiões, a História, a política, a economia, a saúde, a psicologia, a cultura e a arte, o meio ambiente etc.

- Não me venha com chorumelas. Lugar de padre é na sacristia. Isso, sim.

- As pessoas não gostam que os padres se pronunciem sobre assuntos sociais e políticos porque eles ajudam o povo a abrir os olhos, a ser crítico e consciente, e isso incomoda a quem exerce o poder na sociedade de modo injusto.

- Ah, pára de defender esses padres...

- E você acha que são só os padres que falam de política? Os pastores protestantes também falam. E alguns inclusive determinam em qual candidato os crentes devem votar. E muitos obedecem.

- Ah, não exagere...

- Não é exagero, não. É fato. Os padres não determinam em quem os católicos devem votar. No máximo, denunciam as injustiças cometidas e indicam as características de bons candidatos, conforme a Palavra de Deus e as diretrizes da Igreja.

- Ah, não dá pra conversar com você, que fica aqui defendendo esses padres comunistas. Fim de papo.

- Acontece que eu tenho argumentos, amigo. Não é qualquer comentário sem fundamento que me convence. Entendeu? 


- Lugar de padre é na sacristia, falando apenas de assuntos religiosos?

- O padre pode indicar as características de bons candidatos, conforme a Palavra de Deus e as diretrizes da Igreja?

terça-feira, 14 de junho de 2022

O Padre

O padre é um católico diferenciado. Ele estudou muitos anos para poder ser ordenado padre. Foram três anos de Filosofia e outros quatro de Teologia. Ele passou pelo acompanhamento de formadores, diretores espirituais e professores das mais variadas áreas de conhecimento. Teve que ler e estudar diversos pensadores, filósofos e teólogos. Ele teve o aval de autoridades eclesiásticas para receber o sacramento da Ordem.

E, depois de ordenado, o padre tem uma rotina diária de oração, de leituras, de reuniões - sozinho e com os demais membros do clero - para se atualizar sobre os diferentes assuntos da atualidade.

O padre lê e aprofunda os principais documentos da Igreja, sobretudo os mais recentes, discutindo e debatendo ideias. 

Ou seja, o padre deve ser respeitado como uma autoridade nas questões religiosas, teológicas e pastorais. A palavra dele não é um "achismo", uma opinião entre tantas razoáveis. É palavra enraizada e alicerçada em anos de estudo, em atualizações, em reuniões constantes com a hierarquia da Igreja. 

Ouçamos mais os padres, sejamos-lhes mais obedientes. Eles merecem todo o respeito. Se não entendemos algo do que dizem ou ensinam, peçamos esclarecimentos. Não julguemos mal os seus ensinamentos.

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Dificuldades masculinas

A masculinidade tóxica não permite que o homem demonstre abertamente as suas fragilidades, muito embora as tenha.

Nem todo homem é forte, é destemido, é garanhão. Há homens com problemas físicos e neurológicos congênitos ou adquiridos durante a infância ou juventude. Há homens que desenvolveram doenças psicológicas como ansiedade e depressão por razões familiares e dificuldades econômicas.

Nem todo homem será um engenheiro, um médico, um advogado. Há homens simples, com trabalhos simples e salários simples.

Nem todo homem é um líder, é seguro. Há homens menos escolarizados, mais tímidos e introspectivos, mais temerosos.

Nem todo homem é uma potência sexual. Há homens com disfunção erétil, com ejaculação precoce, sem libido. 

Mais ainda nestes tempos de militância feminista, há homens com baixa autoestima, que se sentem inferiorizados, sem condições de acompanhar o desenvolvimento da mulher.

Você, homem, não está sozinho nessa. Não se trata de um abismo intransponível, de uma rua sem saída. Tem dificuldades? Ora, dobre joelhos e clame a Deus. Peça ajuda aos profissionais da área da saúde. Faça atividades físicas. Não deixe a peteca cair.  Não se entregue. O horizonte é mais amplo do que os seus olhos conseguem enxergar! 


- Como proteger nossos meninos e rapazes da masculinidade tóxica?

- Que ajuda as mulheres podem oferecer aos homens com baixa autoestima?

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Clube das separadas

- Acabei de entrar na estatística das mulheres separadas.

- Bem-vinda ao "clube", amiga. Conte pra mim a sua história.

- Não tenho muito pra dizer, não. Meu ex-marido se envolveu com outra mulher, e tiveram uma filha juntos.

- O meu ex-marido era violento, bebia muito e usava maconha e cocaína.

- Puxa! E ele chegou a lhe agredir?

- Sim, muitas vezes, até diante das crianças. E também me forçava a ter relações sexuais.

- Maldito! Força pra você, amiga.

- E como você descobriu as infidelidades do seu ex-marido? 

- Ah, percebi pelo uso do celular às escondidas, pelas escapadas noturnas e pelo dinheiro que nunca era suficiente pras compras.

- O seu ex-marido sustentava a amante e a filha deles?

- Sim. Não sei por quê demorei tanto pra me separar, viu?

- No meu caso, fomos casados pela Igreja. Pensava que não podíamos nos separar. Apanhava, era estuprada pelo marido, e achava que tinha que suportar isso...

- Nós também fomos casados pela Igreja. Tentei de tudo para salvar o nosso casamento mas, infelizmente, ele colocou tudo a perder.

- O que vai fazer agora?

- Sei que não vai ser fácil. Muita gente vai me julgar. Mas vou sair adiante com meus filhos, vou continuar trabalhando, sem perder a minha dignidade.

- Isso mesmo, amiga. É assim que se fala. Eu estou conhecendo uma pessoa. É divorciado também. Tem um casal de filhos. Vamos juntos à Igreja.

- Ah que legal. Eu lhes desejo muitas felicidades. Quanto a mim, vou esperar um pouco. Preciso curar algumas feridas abertas, antes de voltar a acreditar no amor. Mas, com Deus e Nossa Senhora, vai dar tudo certo!

- Vai, sim. Com certeza! Fé em Deus e boa sorte!

- Obrigada, igualmente! 


- Como você interpreta "até que a morte vos separe"?

- Como reconstruir a vida após a experiência traumática da separação? Como lidar com os julgamentos?

Pense comigo

Por que eu não gosto de pobre? Porque pobre é vagabundo e preguiçoso; porque ele pesa no bolso da sociedade; porque ele suja e enfeia a cida...