Querido professor,
Ficamos sabendo que o senhor anda ridicularizando e desdenhando dos seus alunos que têm fé e praticam uma religião.
Nossas famílias repudiam essa sua atitude. O senhor tem o direito de não acreditar em Deus, de não frequentar uma religião. Mas o senhor tem o dever de respeitar a fé dos seus alunos, nossos filhos.
Uma coisa é ajudar a purificar, à luz dos conhecimentos científicos, a religiosidade dos adolescentes e jovens, a fim de que seja uma fé mais autêntica e menos supersticiosa.
Outra coisa, bem diferente, é selecionar conteúdos apenas de pensadores ateus e agnósticos, ignorando propositalmente os excelentes autores cristãos.
Acreditar em Deus não é sinônimo de ignorância e superstição.
A fé potencializa poderosamente as capacidades intelectuais, permitindo ao ser humano o alcance de verdades mais profundas e o aperfeiçoamento da humanidade e da sociedade.
Nós nos interessamos e acompanhamos a formação intelectual e espiritual dos nossos filhos.
Pedimos, da sua parte, querido professor, que seja mais objetivo ao lecionar as suas aulas, sem tentar impor aos adolescentes e jovens a sua visão subjetiva de mundo, suas questões pessoais mal resolvidas referentes à fé.
Desde já agradecemos a sua atenção.
Atenciosamente,
Pais cristãos católicos
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