A Igreja Católica Apostólica Romana acredita na
importância da unidade dos cristãos e está seriamente comprometida em atender
ao pedido de Jesus Cristo: “Que todos sejam um” (João 17, 21).
As iniciativas pela unidade dos cristãos estão
presentes durante o ano todo, mas são particularmente manifestadas do dia 18 ao
25 de janeiro (no hemisfério norte, em atenção à festa litúrgica da conversão
do apóstolo Paulo) ou na semana anterior à solenidade de Pentecostes (no
hemisfério sul).
É o Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos -
organismo da Igreja Católica Apostólica Romana - que promove essas iniciativas,
juntamente com o Conselho Mundial de Igrejas.
Em 2019, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
iniciou no domingo 02 e vai se encerrar no domingo 09 de junho. Sendo uma
iniciativa mundial, neste ano a semana foi preparada e proposta pelas igrejas
cristãs da Indonésia, e tem como lema “Procurarás a justiça, nada além da
justiça” (Deuteronômio 16, 20).
Ainda que todas as igrejas cristãs sejam anualmente
convidadas a participar da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, ainda
são poucas as que se integram - geralmente as igrejas do Protestantismo
Histórico (as mais antigas). Infelizmente as igrejas pentecostais e
neo-pentecostais (as mais recentes) não costumam aceitar o convite.
O objetivo principal dessa iniciativa é fomentar o
Ecumenismo (diálogo fraterno entre as igrejas cristãs), particularmente através
da oração. Rezando juntos uns pelos outros, intercedendo por causas comuns que
afligem a humanidade, o coração vai se sensibilizando e se desarmando,
abrindo-se para a ação transformadora da Graça de Deus.
Mas a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos acaba
indo além das igrejas que dela participam decididamente; vai inclusive além do
próprio Cristianismo. Promovem-se valores universais como a capacidade do
diálogo, a aceitação da diversidade religiosa, a luta pelos direitos humanos e
a defesa do meio-ambiente.
Durante esta Semana de Oração pela Unidade dos
Cristãos, como um gesto concreto de adesão e participação, participemos das
atividades e momentos de espiritualidade previamente organizados pelas dioceses
e movimentos ecumênicos. Motivemos os fiéis católicos às atitudes cristãs do
diálogo e do respeito, a fim de que se cumpra o desejo de unidade abertamente
manifestado por Jesus Cristo.
A divisão dos cristãos é um escândalo e, sim, pode ser
um obstáculo para que as pessoas acreditem na Boa Notícia que anunciamos. Mas
não sejamos simplistas nem reducionistas, pois o diálogo não significa aceitar
sem critérios tudo o que dizem os demais. Antes significa dar ao outro a
oportunidade de pensar e acreditar de um modo diferente ao nosso, sem
considerá-lo um inimigo a ser eliminado.
Que o Espírito Santo derramado sobre nós cristãos nos
ajude a derrubar os muros que nos dividem e separam, e a construir pontes que
nos unam.

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