Todo grupo organizado que se preze, seja pequeno ou
grande, seja dentro ou fora da Igreja, requer que haja alguns dos seus membros
legitimamente escolhidos para animar o grupo, organizar as suas atividades,
distribuir as responsabilidades, representá-lo em diversas instâncias, defender
os seus legítimos direitos, recordar os seus compromissos, cuidar do seu
patrimônio, receber as entradas, efetuar pagamentos e compras, solicitar
assessoria etc.
Também as comunidades, as pastorais e os movimentos da
Igreja têm fiéis que exercem funções de liderança, legitimamente escolhidos
pelos grupos que representam, com a autorização e o acompanhamento dos
ministros ordenados (bispos, presbíteros e diáconos).
Trata-se de pessoas com fé firme e com uma sólida
vivência comunitária, que despertam confiança tanto no grupo que representam
quanto nos ministros ordenados, graças às suas virtudes humanas e cristãs. São
pessoas com disponibilidade de tempo, que contam com a autorização da sua
família, que têm um forte sentimento de pertença à diocese, à paróquia,
representando o seu grupo nas diversas instâncias de atuação da Igreja. Buscam
estar em comunicação constante com os ministros ordenados, a fim de obedecer e
ensinar fielmente as orientações e normas da diocese, da paróquia.
A fim de envolver sempre mais nas atividades os
membros que representam, exercem as suas funções de modo democrático e
participativo, renunciando ao modelo paternalismo, que gera dependência e
infantilidades. Sabem praticar a correção fraterna, sendo firmes, mas sem
perder a ternura.
Claro, são pessoas de carne e osso, com qualidades e
limites, com fragilidades e dificuldades; mas confiam na bondade de Deus, na
força do Espírito Santo, e estão seriamente comprometidas com a conversão
constante, para corresponder ao chamado de Jesus Cristo no serviço humilde e
gratuito à Igreja.
A função da coordenação é ser um ponto de referência e
unidade, representando oficialmente o grupo, cuidando para que seja sempre fiel
aos seus propósitos, sem se desviar. Convoca e preside as reuniões, dando voz e
vez aos membros. Está em contato constante com os ministros ordenados. Busca a
unidade, não alimenta as divisões.
A função da tesouraria é cuidar das finanças do grupo,
do seu patrimônio, recebendo as entradas, efetuando pagamentos e compras, com
honestidade e transparência. Entende de contabilidade, sabe preparar planilhas e
relatórios, sugere atividades, promoções e estratégias.
A função da secretaria é ser a memória do grupo,
registrando todas as decisões, recordando os compromissos, a fim de que as
atividades sejam realizadas tal qual foram planejadas, nos prazos estabelecidos.
Conserva dados atualizados dos membros, com endereço, telefone, endereço
eletrônico, datas comemorativas. Entende de informática, sabe redigir atas e
tem boa comunicação.
Conscientes de que as funções da coordenação,
tesouraria e secretaria são exercidas durante um tempo pré-estabelecido, os
fiéis que assumem tais funções estão sempre preparando novos membros para que,
quando seja necessária a mudança e a substituição, outras pessoas possam
assumir com serenidade e confiança as suas responsabilidades.
Tratemos bem os fiéis que servem as comunidades,
pastorais e movimentos na coordenação, na tesouraria e na secretaria,
oferecendo a nossa ajuda e colaboração sempre que solicitados, eliminando as
fofocas e intrigas, rezando e pedindo a Deus pelos seus trabalhos. E quando
seja necessário corrigi-los, façamo-lo com fraternidade e respeito.

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