Conforme a Sagrada Escritura, entende-se a "prostituição" como a infidelidade do Povo de Israel, que trocava o Deus verdadeiro (seu esposo) por ídolos (seus amantes). Ou seja, trata-se da idolatria. "Uma virgem conceberá e dará à luz um filho, que será chamado Emanuel, Deus conosco", afirma a profecia de Isaías. Os cristãos interpretam esse texto aplicando-o a Maria, Mãe de Jesus, como o evangelista Mateus.
Conforme a Sagrada Escritura, entende-se a “virgindade” como a fidelidade ao Deus verdadeiro (esposo), rejeitando os ídolos (amantes). Deus Pai intervém a favor da humanidade a partir do “resto de Israel” - aquele grupo de judeus que Lhe permaneceu fiel, ao qual pertencia Maria de Nazaré, prometida em casamento ao justo José. Deus Filho se faz Homem, não a partir da “prostituição” (idólatras), mas a partir da “virgindade” (resto de Israel fiel ao Deus verdadeiro). Em outras palavras, “prostituição” e “virgindade”, conforme a Sagrada Escritura, não se restringem à dimensão biológica, anatômica e moral sexual; mas se referem particularmente à relação da mulher e do homem com Deus.

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