sexta-feira, 6 de julho de 2018

Salvação

O Cristianismo Católico, que adere ao Ecumenismo e ao Diálogo Inter-religioso, e reconhece às mulheres e homens o direito a professar e viver a sua fé de modo individual e comunitário, privada e publicamente, conforme a reta consciência, admitindo que, por diversos meios, as pessoas podem alcançar a salvação, graças a que nas religiões e igrejas estão verdadeiramente “as sementes do Verbo de Deus”, especialmente onde se vive e pratica o amor, a justiça, a paz, e se promove e defende a vida humana, a natureza e o bem comum.
Por salvação se entende a harmonia com o Criador e entre as criaturas, no tempo presente e na eternidade, na qual as mulheres e homens, de modo pessoal e interpessoal, alcançam a sua plenitude humana, como filhas e filhos adotivos de Deus, através do esforço pessoal e, principalmente, da ajuda recebida diretamente de Deus pela fé, pela Graça.


quinta-feira, 5 de julho de 2018

Pós-verdade

Apesar da elegância da expressão, a “pós-verdade” é a velha e conhecida mentira, é levantar falso testemunho, omitindo a verdade e apelando às emoções das pessoas e a personagens públicos para dar credibilidade a mentiras, especialmente no âmbito da política e da economia. É particularmente perigosa em tempos eleitorais. Segundo a publicidade política e partidária desonesta, a verdade não interessa; o que importa é a construção de uma imagem, de uma ideologia que se sustenta em argumentos publicamente aceitos, ainda que não correspondam à realidade. Junto às “fake news” (notícias falsas), a “pós-verdade” precisa ser denunciada e rejeitada. Antes de partilhar uma informação, é preciso averiguar a sua autenticidade.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Pastoral carcerária

A pastoral em ambiente carcerário se dedica a ser presença da Igreja junto às mulheres e homens privados da liberdade, bem como junto aos seus familiares, e também aos funcionários e administrativos das penitenciárias. Além da pregação da Palavra de Deus e da preparação para os sacramentos, os ministros leigos e ordenados que se dedicam a essa pastoral também acompanham os encarcerados na promoção humana e na defesa dos seus direitos, acompanhando as decisões dos poderes legislativo e judiciário, a nível local, nacional e internacional, em parceria com organizações governamentais e não governamentais.


terça-feira, 3 de julho de 2018

Primeiros livros da Bíblia

O primeiro livro a ser escrito no Primeiro Testamento foi possivelmente Jó, no século V antes de Cristo, já que a primeira redação dos livros de Josué, Juízes, Samuel e Reis é de 622 antes de Cristo.

O primeiro livro a ser escrito no Segundo Testamento foi a primeira e a segunda cartas de São Paulo aos tessalonicenses, no ano 51 depois de Cristo.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Religiosidade popular

A religiosidade popular é um tesouro que reúne diversas expressões da fé cristã católica vivida, conservada e transmitida pelo povo simples e devoto às seguintes gerações. Se expressa em orações, cantos, gestos, costumes, objetos, pinturas, esculturas, procissões, poesias, lugares e tempos especiais. A religiosidade popular muitas vezes chega onde o Cristianismo católico não alcança chegar pelo número limitado de ministros ordenados (bispos, presbíteros e diáconos), pelas distâncias geográficas. Apesar do esforço em preparar liturgias criativas, dinâmicas e participativas, muitas pessoas preferem a experiência da religiosidade popular, porque envolve as emoções, as recordações, os cinco sentidos, a sensibilidade do povo. Os grandes protagonistas são as pessoas idosas, com sua sabedoria e santidade reconhecidas pelas gerações mais novas.
As possibilidades da religiosidade popular são muitas, por isso precisa ser conhecida, valorizada e acompanhada pelos ministros ordenados. A religiosidade popular é um excelente instrumento de evangelização, especialmente na etapa do primeiro anúncio da fé no seio das famílias, na valorização dos cristãos leigos e leigas, no respeito e diálogo entre as diversas gerações de fiéis e suas experiências, costumes e tradições etc.
Os limites da religiosidade popular poderiam ser as superstições, o sincretismo (confusão entre objetos e pensamentos de distintas religiões), o limitado conhecimento e valorização da Sagrada Escritura, da Tradição e do Magistério da Igreja, o isolamento em relação à paróquia e à diocese, redução da fé à espiritualidade sem compromisso eclesial e social, o tradicionalismo que dificulta a abertura às novas gerações e aos desafios da vida urbana e pós-moderna etc.


domingo, 1 de julho de 2018

Incenso na missa

“Suba a minha oração diante da tua face como incenso, e as minhas mãos levantadas sejam como o sacrifício da tarde” (Salmo 141, 2).

“A fumaça dos incensos subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus" (Apocalipse 8, 4).

Em muitas religiões, o incenso é utilizado para adorar as divindades. Um dos presentes oferecidos ao recém-nascido Jesus pelos magos do oriente foi justamente o incenso, reconhecendo-Lhe a divindade.

A fumaça do incenso envolve o ambiente celebrativo da presença sagrada que, ao mesmo tempo, revela-se e se oculta.
O perfume do incenso é associado à alegria no Espírito Santo.

Tudo e todos que são incensados são apresentados e envolvidos por Deus.
Uma vez que a Liturgia busca chegar ao homem completo (corpo, mente e espírito), o incenso envolve os sentidos da visão, olfato e audição (som das correntes do incensário).
A utilização do incenso reveste de solenidade alguns ritos litúrgicos, como a proclamação do Evangelho, a apresentação das oferendas, a adoração eucarística.


Pense comigo

Por que eu não gosto de pobre? Porque pobre é vagabundo e preguiçoso; porque ele pesa no bolso da sociedade; porque ele suja e enfeia a cida...