A expressão “ideologia de
gênero” é utilizada pelas pessoas que criticam alguns segmentos da sociedade
que, baseando-se nas ciências da saúde e nas ciências humanas - e não em
tradições e costumes religiosos -, propõem aos poderes legislativo, judiciário
e executivo que aprovem a disciplina da educação sexual no ensino fundamental e
médio, com professores e materiais didáticos apropriados, em vista de promover
o respeito à diversidade sexual.
A família - não o Estado -
tem o direito e o dever de oferecer aos filhos uma educação conforme as suas
tradições e costumes, incluindo a educação sexual e as referências religiosas.
A sexualidade é um tema complexo que não se limita a sua dimensão corporal exterior
(órgãos sexuais), mas inclui também a sua dimensão corporal interior
(hormônios, neurônios), a sua dimensão psicológica (auto-identificação,
emoções, sentimentos, maturidade), a sua dimensão sociológica (cultura,
valores, comportamentos, tradições).
Os papéis e comportamentos
assumidos pela mulher e pelo homem são culturalmente diversos. Há culturas onde
o homem sai de casa para trabalhar enquanto a mulher cuida do lar e dos filhos.
E há culturas onde acontece justamente o contrário. Em alguns países, os homens
se cumprimentam com um beijo no rosto e caminham de mãos dadas. Enquanto, em
outros países, tais gestos são considerados impróprios.
Muitos pais e responsáveis
- como também instituições e seus membros - não estão teórica e didaticamente
preparados para tratar do complexo tema da sexualidade e, muitas vezes,
oferecem aos filhos uma educação sexual que não promove o respeito à
diversidade.
Alguns segmentos da sociedade têm tratado de impor um modelo de educação sexual
sem um suficiente diálogo entre os diferentes agentes sociais e sem a
necessária paciência histórica, algumas vezes buscando reproduzir em seus
países os resultados obtidos em outras nações.
O resultado deste diálogo
com a sociedade pode incidir em outros temas complexos como casamento
homo-afetivo, adoção de crianças por homossexuais, cirurgias de
trans-sexualidade etc, com seus direitos sociais reconhecidos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário