sexta-feira, 22 de junho de 2018

Estado laico

Uma nação livremente pode assumir o cristianismo ou outra crença como sua religião oficial - durante muitos séculos várias nações o fizeram e, na atualidade, ainda há muitos casos - e também pode optar por ser um Estado laico, ou seja, sem assumir nenhuma religião como oficial, permitindo a cada cidadão e família que professem a fé segundo a reta consciência, seja ela qual for - essa decisão tem sido adotada pela maioria das nações no mundo. Os Estados laicos se comprometem a respeitar o direito de expressar a fé individual ou coletivamente, de modo privado ou público. Isso convém a nós, cristãos católicos, para que possamos pregar o Evangelho de Jesus e formar comunidades em países onde o cristianismo ainda não tem tradições sólidas, sem resistências nem impedimentos constitucionais. Além disso, a separação entre Igreja e Estado permite à hierarquia cristã fazer as necessárias - e tantas vezes incômodas - críticas diante de decisões públicas contrárias à dignidade humana, à vida, ao bem comum, ao meio-ambiente etc. Antes da separação entre Igreja e Estado, era comum que a hierarquia recebesse uma remuneração pública pelo exercício do ministério, como funcionários do Estado. Essa dependência limitava o profetismo da Igreja em relação ao Estado, além de lhe dar poder para decidir cardeais e bispos, como também a transferência deles. Também a Igreja se intrometia em assuntos públicos, determinando algumas vezes os líderes públicos. Num contexto de ecumenismo e diálogo inter-religioso, é importante que não haja privilégios a nenhuma denominação.


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