Os judeus se consideram o "povo eleito do Senhor".
Segundo eles, entre as nações de todos os tempos e lugares, os judeus são os eleitos por Deus.
Eles creem e ensinam que o Senhor se encantou pelos judeus e também se compadeceu deles.
Conforme a sua fé, foi Deus que tomou a iniciativa, que deu o primeiro passo, que quis Se revelar aos judeus, que fez uma aliança inquebrantável com eles, e que lhes entregou a Sua Lei.
Alguns profetas bíblicos até que tentaram abrir esta mentalidade dos judeus, revelando o interesse e o amor de Deus pelas nações de todos os tempos e lugares. Revelaram que a intenção divina para a eleição dos judeus era estender a salvação de Deus à humanidade inteira.
Mas não adiantou muito, pois os judeus continuaram se sentindo privilegiados em relação às demais nações. Até hoje eles são orgulhosos da predileção divina e se vangloriam disso.
De uma forma positiva, a fé inabalável dos judeus na sua eleição como povo do Senhor os ajudou nos momentos trágicos da sua história, desde o exílio na Babilônia até o genocídio pelos nazistas.
De uma forma negativa, esta fé tornou os judeus vaidosos, presunçosos, soberbos, desinteressados pelas outras nações com suas religiões e culturas. Eles se bastam, não precisam de ninguém.
Para os judeus, na atualidade, a salvação de Deus necessariamente passará pela restauração de Jerusalém, como a cidade de Deus, e sobretudo do seu Templo. O Enviado de Deus, prometido desde os tempos bíblicos, virá dos judeus e será o líder mundial, assim como na era do famoso Rei Davi.
No mistério da encarnação, sendo judeu, Jesus foi influenciado por esta mentalidade. Mas o Espírito Santo abriu a mente e o coração d'Ele aos ensinamentos dos profetas bíblicos e, então, Jesus rompeu com a mentalidade judaica de exclusividade.
Os apóstolos e primeiros discípulos de Jesus - todos eles judeus - ainda tiveram certa dificuldade para superar a mentalidade judaica. Com o Espírito de Sabedoria e Fortaleza, o apóstolo Paulo estabeleceu a compreensão definitiva da predileção divina pelos judeus, amparado na tradição dos profetas e no testemunho do próprio Jesus. O ensinamento de Paulo foi muito conveniente para ele, que morava e pregava entre não judeus que abraçavam a fé em Cristo.
Para concluirmos, infelizmente se observa ainda hoje entre cristãos de diferentes igrejas aquela mentalidade judaica de orgulho, de vanglória, de vaidade, de presunção, de soberba, de desinteresse.
É urgente recuperar a tradição dos profetas, o testemunho de Jesus e o ensinamento do apóstolo Paulo a respeito do sentido da eleição dos judeus como povo do Senhor. Definitivamente, aos olhos de Deus, não há melhores nem piores, e Ele ama a todos por igual e deseja salvar a humanidade inteira.
- Como entender a eleição dos judeus como o povo do Senhor?
- Há alguma justificativa válida e relação entre o sentimento de superioridade dos judeus e dos cristãos?