terça-feira, 14 de janeiro de 2025

O demônio nos evangelhos

O mal existe. O mal é contra Deus e, para incomodá-Lo, tenta atrapalhar Seus planos e prejudicar os seres humanos, que são imagem e semelhança de Deus. O mal tenta os seres humanos, tratando de convencê-los de que o mal é bom, levando-os a desobedecerem a Vontade divina e a pecarem, deixando Deus triste. E, pelo pecado, entram no mundo a violência, as doenças, a destruição, a morte.

Na época em que Jesus estava neste mundo, os judeus acreditavam que doenças como epilepsia e esquizofrenia eram sinais de que alguém estivesse possuído por um demônio. Às vezes, até doenças simples, como a febre, eram consideradas demoníacas.

Na verdade, para eles, a saúde era um sinal da bênção de Deus, de que a pessoa estava cumprindo a Vontade d'Ele. Então, se alguém estava doente, era um sinal de castigo divino, de que a pessoa estava desobedecendo a Vontade de Deus.

Assim, o exorcismo - expulsar o demônio - consistia em curar o enfermo da sua doença, consistia em perdoar os seus pecados.

A pressão psicológica vinda tanto das autoridades religiosas quanto das políticas também era considerada uma dominação demoníaca. Havia uma mentalidade de que o pecador era inferior aos demais e que devia se afastar da comunidade porque estava impuro. Pensava-se também que eram inferiores as mulheres, os estrangeiros, os escravos, além dos doentes.

Então, o exorcismo - expulsar o demônio - consistia em valorizar os excluídos, reforçar a sua dignidade, reintegrá-los à sociedade, mudando a mentalidade deles, levantando-os da sua prostração.

O demônio tentou Jesus no deserto, após Seu Batismo, e foi vencido. O demônio queria revelar, antes da hora, que Jesus era o Cristo de Deus, para que as pessoas O buscassem pelos milagres e não pelos ensinamentos. O demônio tentou Judas Iscariotes para que traísse Jesus por dinheiro e O entregasse aos sumos sacerdotes dos judeus.

O demônio age ainda hoje. O mal constantemente nos tenta, semeando a dúvida no nosso coração, dizendo que Deus não nos ama porque somos pecadores, confundindo-nos sobre o bem e o mal, atrapalhando os planos de Deus na nossa vida, distraindo a nossa atenção do que é santo e puro, fazendo-nos esquecer da nossa dignidade. Resistamos a ele!

Deixemos que a Palavra de Cristo nos exorcize, que expulse o mal da nossa vida. Se estamos doentes, busquemos os profissionais da área da saúde e recebamos tratamento e medicação.

Que Jesus e o Espírito Santo nos libertem nosso coração de todo vício, de toda vaidade, de toda dúvida, de toda inveja, de todo egoísmo, de toda crueldade, de todo medo, de toda ansiedade e depressão!

E rezemos: "livrai-nos de todo mal. Amém"!


- Ainda tem sentido acreditar na existência do demônio?

- O conceito de demônio nos evangelhos ainda é válido para os dias atuais?

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Exéquias

Nós cristãos cremos na vida eterna, que Cristo nos alcançou pela sua cruz e ressurreição!

Sim, somos seres humanos e temos sentimentos que nos fazem sofrer e chorar pela partida dos nossos entes queridos. É dura a separação que a morte nos traz.

O próprio Jesus chorou quando soube da morte do seu amigo Lázaro, como podemos ler no capítulo 11 e versículo 35 do evangelho segundo João.

A propósito, o choro é uma forma legítima de expressar o amor e carinho sem o uso das palavras. Respeitemos as lágrimas cheias de amor.

Temos o sagrado direito ao luto. Mas que o luto dure apenas o tempo necessário. E que a fé na ressurreição de Cristo e da nossa conforte e console nosso coração!

Nós estamos neste mundo, mas não somos do mundo. Estamos aqui de passagem. Somos peregrinos que caminham rumo à pátria definitiva, que é o Céu, junto a Deus.

Como aconteceu com Cristo, Deus nos enviou a este mundo para cumprirmos uma missão. E, quando Deus decide que esta missão já foi cumprida, então Ele nos chama para junto de Si. E este chamado de Deus é tão forte que ninguém pode recusá-lo. A vontade de Deus é soberana.

Mas, entre Cristo e nós há uma enorme diferença! Ele foi ao Céu pelos Seus próprios méritos. Mas nós não merecemos ir ao Céu, por causa da multidão dos nossos pecados.

Mas nós cristãos cremos que as portas do Céu que estavam fechadas para nós - por causa dos nossos pecados - foram abertas por Cristo, quando Ele morreu na Cruz e ressuscitou. Por isso, temos toda confiança de que, pela infinita misericórdia e amor de Deus, após a nossa morte, iremos ao Céu.

Por causa dessa fé, podemos afirmar sem dúvida que nossos entes queridos falecidos agora vivem com Cristo no Céu.

Cremos que eles descansam em paz, que eles estão num lugar onde já não há dor, lágrima nem sofrimento, que eles alcançaram a meta que é Deus, que é o Céu.

E cremos que, pelos laços e vínculos gerados pelo amor, é possível a comunicação entre nós que ainda estamos neste mundo e nossos entes queridos que estão no Céu, através da oração. Eles não são fantasmas, mas filhos de Deus vivendo no Céu.

Peçamos a Deus que não leve em conta os seus pecados, mas que pela Sua infinita misericórdia e amor e pelos méritos da Cruz redentora de Cristo conceda a eles o descanso eterno e a luz perpétua, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria e de todos os anjos e santos. Amém!

Lentes do amor

- Você diz que Jesus salvou o mundo, mas o mundo continua do mesmo jeito, as pessoas são más e há injustiça, violência e destruição por toda parte. Como você continua acreditando nisso?

- Sim, ainda há muita maldade no mundo. Isso é inegável. Mas também há pessoas boas que fazem coisas incríveis pelo bem da humanidade e do planeta. Muitas delas estão motivadas pela sua fé em Jesus, pela renovação espiritual que experimentaram.

- Sim. E, apesar disso, o mundo vai de mal a pior. Onde está a salvação do mundo em Jesus na qual você acredita?

- A morte e a ressurreição de Jesus iniciaram na humanidade um processo irreversível de renovação que nada nem ninguém pode interromper. Esse processo vai avançando, vai se expandindo. Muitas pessoas aceitaram se submeter a Jesus e se renderam aos Seus pés, deixando-se conduzir pelo Seu Espírito. Elas nasceram de novo.

- Então a salvação do mundo ainda não aconteceu? Está acontecendo?

- Sim, a salvação do mundo já aconteceu. Algumas pessoas já tomaram posse dela, enquanto outras temporariamente ainda lhe resistem. Mas a vitória de Jesus está garantida. É uma questão de tempo até que tudo e todos se rendam a Ele.

- Isso não é uma ilusão da sua cabeça? Não lhe faltam óculos para enxergar a realidade?

- Não seria o contrário? Talvez você esteja vendo o mundo pelas lentes dos meios de comunicação que só noticiam as maldades e destruições. E se você ousasse enxergar o mundo e as pessoas pelas lentes da fé, da esperança e do amor? Garanto a você que a paisagem é muito mais bonita e que você seria mais feliz e menos ansioso.


- Se o mundo já está salvo por Jesus, então por que há tanta maldade, injustiça e destruição?

- A fé cristã é uma ilusão que impede enxergar a realidade tal como ela é?

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

A missão de Jesus e a missão da Igreja

Apesar de estarem profundamente vinculadas, não são exatamente iguais a missão de Jesus e a missão da Igreja.

Jesus recebeu do Pai as características exclusivas da Sua missão: dar a conhecer às pessoas o amor salvador de Deus e Sua própria divindade através de discursos acompanhados do perdão aos pecadores, das curas aos doentes, dos exorcismos de endemoninhados, dos alimentos compartilhados com os famintos, da valorização das crianças, mulheres e estrangeiros, da crítica construtiva às práticas religiosas judaicas e ao poder político romano.

Era a missão de Jesus constituir o novo povo de Deus através da nova e eterna aliança pela Sua morte e ressurreição, reconciliando os pecadores com Deus, enviando com o Pai o Espírito Santo sobre os fiéis reunidos em comunidade.

A Igreja recebeu de Jesus as características exclusivas da sua missão: dar a conhecer às pessoas Jesus Cristo - na Sua relação com o Pai e com o Espírito Santo - através de pregações acompanhadas do recebimento dos sacramentos: o Batismo, a Confirmação, a Reconciliação, a Eucaristia, o Matrimônio, a Unção dos Enfermos, a Ordem Sagrada.

É a missão da Igreja ser o novo povo de Deus, na santidade do Espírito Santo, no serviço às necessidades físicas e espirituais, na crítica construtiva às práticas religiosas e ao poder político.

É a missão da Igreja santificar, ensinar e pastorear na pessoa de Cristo. Isso acontece concretamente nas dioceses, paróquias e comunidades, através dos ministros ordenados (Papa, bispos, padres e diáconos) e não ordenados (consagradas e consagrados e fiéis leigos e leigas), nas pastorais, movimentos e grupos.

É a missão da Igreja preparar os discípulos de Cristo para os desafios da vida presente, na esperança da vida eterna com Deus nos Céus.

Há pessoas que dizem que Jesus não fundou nenhuma igreja, que Ele não queria a institucionalização da Sua vida e missão, que tudo o que o Catolicismo oferece é invenção humana, sem relação com a intenção original de Jesus Cristo.

Mas, como vimos, a verdade é que Jesus queria a continuidade da Sua vida e missão através da Igreja. Isso foi transmitido aos apóstolos e eles o entenderam perfeitamente, executando a intenção original do Mestre e fundador da Igreja, conforme a mentalidade judaico-cristã e romana da época.

Em resumo: a prática da Igreja Católica não é um traição à intenção original de Jesus Cristo; é justamente o contrário: um esforço de tornar realidade o que Jesus Cristo desejou.


- Cristo desejou a existência da Igreja?

- A Igreja tem sido fiel à intenção original de Jesus Cristo?

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Jesus e a Igreja

Sim, Jesus fundou a Igreja, a assembleia reunida em Seu Nome, para que Ela levasse adiante nos povos e nos séculos a salvação que Ele próprio realizou através de palavras e obras.

Jesus encarregou a responsabilidade pela condução da Igreja por Ele fundada a Simão Pedro e aos demais apóstolos, sobre os quais derramou, com o Pai, o Espírito Santo.

Sim, Jesus instituiu o Batismo nas águas e Sua confirmação no Espírito Santo, a Ceia do Seu Corpo e Sangue em Sua memória, a absolvição dos pecadores, a oração pelos enfermos acompanhada da unção, a indissolubilidade do amor conjugal, e a autoridade para ensinar, pastorear e santificar em Seu Nome.

Nós reconhecemos esta Igreja de Jesus no Catolicismo, no Papa acompanhado pelos bispos, presbíteros e diáconos, pelas consagradas e consagrados, e pelos fiéis leigos e leigas, nas dioceses, paróquias, comunidades, pastorais e movimentos, no anúncio das Sagradas Escrituras, na caridade aos pobres, nos sacramentos do Batismo, da Confirmação, da Eucaristia, da Reconciliação, da Unção dos Enfermos, do Matrimônio e da Ordem Sagrada.

A Igreja Católica é o Povo de Deus que nasceu da Nova Aliança pela cruz e ressurreição de Cristo, iluminada e fortalecida pelo Espírito Santo, acompanhada pela intercessão das santas e santos que deixaram o testemunho das suas vidas e os ensinamentos dos seus escritos, que peregrina na terra rumo aos Céus, fermentando a sociedade com os valores do Reino de Deus.

A Igreja Católica é um sinal contundente do Reino de Deus no mundo, uma antecipação das realidades celestes.

É Santa por Seu vínculo com o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que A purifica, renova e reveste de toda classe de dons espirituais.

Sim, às vezes os membros da Igreja pecam e maculam a Sua imagem, mas isso não afeta a Sua essência, pois as portas do inferno nunca prevalecerão contra o que Jesus pessoalmente fundou e sustenta.

O desejo de Jesus é que todos Seus discípulos sejam um, como a Trindade Santíssima, formando um só Corpo, sem divisões, pois o Espírito reúne e reintegra o que o Diabo trata de separar e dividir.

Sim, há diferentes igrejas, congregações e assembléias cristãs, com diferentes interpretações da Bíblia, serviços e organização hierárquica, administrativa e financeira.

A Igreja Católica procura vê-las com respeito e se relacionar com elas cordialmente na oração e na caridade aos pobres, embora nem sempre encontre o mesmo tratamento e receptividade.

Sim, há diferentes religiões e crenças com suas antigas tradições enraizadas na cultura e história de diversos povos. Também com elas o Catolicismo busca estabelecer uma convivência harmoniosa, na defesa da dignidade do ser humano e na proteção do meio ambiente.

Finalmente, sim, há pessoas que não crêem em Deus, que não professam fé alguma. O Catolicismo tenta conviver respeitosamente com elas, testemunhando a fé pelas obras e trabalhando juntos pelo bem, pela justiça, pela paz, pela verdade.

Conheça a Igreja Católica, respeite a Igreja Católicas, faça parte da Igreja Católica, ame e defenda a Igreja Católica.

Pense comigo

Por que eu não gosto de pobre? Porque pobre é vagabundo e preguiçoso; porque ele pesa no bolso da sociedade; porque ele suja e enfeia a cida...