sábado, 21 de dezembro de 2024

Por que Jesus é Deus?

Vamos tentar responder essa pergunta.

Há muitos que dizem simplesmente "porque sim", sem nenhum constrangimento.

Há quem diga "porque eu creio", "porque a Bíblia diz", "porque aprendi assim" etc.

Bem, antes de falar de Jesus, vamos falar de Deus. O que é Deus? Quem é Deus?

Vamos tentar responder. Quando pensamos em Deus, pensamos em Alguém bom, amoroso, acessível, justo, misericordioso, acolhedor, solidário, generoso, poderoso, eterno etc.

Pois bem, com essas referências, é impossível não pensar em Jesus, que foi Alguém sumamente bom, que amou e rezou até pelos próprios torturadores, que estava presente na vida das pessoas, que não via a essência e não só a aparência das pessoas e dos acontecimentos, que perdoava quem estava arrependido, que não discriminava ninguém, que se compadecia da dor e tristeza dos outros, que compartilhava o que tinha e o que era, que fez cegos enxergarem e paralíticos andarem, que foi morto numa cruz e deixou o sepulcro vazio após três dias.

De tal forma que Jesus é o mais próximo de Deus que conhecemos.  Ele foi praticamente Deus caminhando, falando e vivendo entre os homens. Jesus exalava Deus por onde passava. Suas palavras, sentimentos e ações estavam impregnadas de Deus.

Então os contemporâneos de Jesus começaram a afirmar que Ele era Deus - certamente pela revelação do Espírito Santo neles derramado.

Mas Jesus não era um substituto de Deus. Ele era Deus, mas Deus Filho, ou Filho de Deus, ou Deus humanizado, ou Homem divinizado. Enfim, Deus-Homem, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem.

Por isso, não nos resta dúvida: Jesus é Deus. E afirmamos isso com toda fé e convicção! Creia nisso e transmita isso! Amém?


- Como você chegou à conclusão de que Jesus é Deus?

- Por que alguns têm dificuldades de aceitar a divindade de Jesus?

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

A verdade da fé

Quando o assunto é a fé, podemos confiar no coração?

Como sabemos, temos acesso à verdade por meio da inteligência unida aos cinco sentidos. Ou seja, aceitamos algo como verdadeiro quando entendemos a sua lógica, captada através da visão, do tato, da audição, do alfato e do paladar. É uma verdade palpável, mensurável, que se pode comprovar em qualquer tempo e lugar. E, por isso, não pode ser rejeitada, mas acolhida.

Mas e a verdade religiosa? Deus não é captável pelos sentidos, o que impede o entendimento da Sua lógica.

O coração, o sentimento, a emoção podem ser considerados meios válidos para alcançar a verdade religiosa?

Há gente que diz: "Eu sinto que é verdade. Meu coração me diz que Deus existe. Minhas mãos se aquecem, minha pele fica arrepiada, meus olhos se enchem de água, meu coração acelera". Isso é válido?

"O coração tem razões que a própria Razão desconhece", disse o filósofo Pascal.

Há gente que diz: "Aprendi dos meus avós, dos meus pais, então eu acolho como verdade e transmito aos meus filhos". E ainda: "Aquela pessoa fala com tanta convicção que, mesmo não me comprovando, eu aceito como sendo verdadeiro". Isso é válido?

De fato, a fé nasce da fala convicta e da escuta acolhedora. A fé tem dificuldade de ser transmitida quando não há convicção ou quando falta o acolhimento.

Pode ser palavra falada ou Palavra escrita. Há quem diga: "Aceito como verdade porque está na Bíblia, que é a Palavra de Deus". E também: "Se está na Bíblia então é verdade e você tem que aceitar".

Dizem: "Sei que a Bíblia é verdadeira, porque meu coração confirma que é verdade". E ainda: "O Espírito Santo me revela que é verdade". E todos acolhem e ninguém questiona, sem necessidade de inteligência e dos sentidos. O coração basta, a confiança em quem fala é suficiente.

Isso é válido?


- Como você chegou à fé que tem hoje?

- Como você convence os outros sobre a verdade da sua fé?

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

O presépio

Os católicos têm a tradição de montar o presépio em preparação ao Natal, à Solenidade do Nascimento de Jesus, no dia 25 de dezembro.

Aproveitando-se dos símbolos católicos, os comerciantes enfeitam seus estabelecimentos com motivação natalina. Tal preparação se inicia antes do tempo correto, em meados de novembro ou até antes.

Os comerciantes costumam misturar elementos não cristãos ao presépio, como personagens infantis populares.

O tempo correto da montagem do presépio é o dia 17 de dezembro, quando inicia a preparação imediata ao Natal, uma semana antes da Solenidade.

Os primeiros personagens do presépio são Maria e José na estrebaria com os bois. O menino Jesus só deve ser colocado na manjedoura no dia do Natal, como também o anjo e os pastores com suas ovelhas.

Os magos do Oriente Gaspar, Baltazar e Melquior com seus camelos e dromedários só devem ser colocados no presépio na festa da Epifania, dos Santos Reis, no dia 06 de janeiro.

Finalmente, o presépio deve ser desmontado na véspera da Solenidade do Batismo do Senhor, que costuma ser até meados de janeiro.

Resumindo, o presépio é para o católico uma preparação para o Natal, que vai acompanhando os acontecimentos enquanto vai montando os elementos, colocando os personagens. É uma verdadeira Catequese, especialmente para as crianças. É um recurso para fortalecer a espiritualidade natalina, para que não se esvazie nestes tempos de ateísmo e consumismo.


- Ainda tem sentido montar presépio?

- Como você monta seu presépio?

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Amor, cuidado e proteção

A fé nasce como um sentimento profundo de amor, de cuidado, de proteção. É muito parecido à experiência dos filhos com os pais.

Na infância há uma crença absoluta nos filhos de que os pais nunca  vão lhes abandonar; que vão atender suas necessidades; que vão ajudá-los nos problemas, nas doenças, nos perigos; que vão perdoá-los se eles se comportarem mal; que lhes dizem sempre a verdade.

A depender desta experiência familiar, a criança pode desenvolver uma fé forte ou frágil na idade adulta.

Quem é o Deus no qual nós temos fé? É aquele Ser que é nossa fonte de amor, de cuidado, de proteção. É aquele que não nos abandona, que atende nossas necessidades, que nos ajuda nos problemas, nas doenças, nos perigos, que nos perdoa os mal comportamentos, que nos ensina a Verdade.

Em outras palavras, para chegar à fé em Deus, um caminho fabuloso é a fé nas pessoas, na família, nos amigos, com uma experiência intensa de amor, de cuidado, de proteção. Parte-se da experiência tão humana e cotidiana à experiência transcendente da confiança num Ser que não pode ser alcançado pelos sentidos, mas pode ser sentido com o coração, no silêncio, na contemplação da beleza e sabedoria da natureza, na alegria das pessoas simples.

Essa é a base da fé. Não adianta falar de um Deus revelado na Bíblia para quem não experimentou primeiro a fé num Ser divino que surge da experiência familiar de amor, cuidado e proteção.

Mas o que fazer com os jovens e adultos que não tiveram essa experiência familiar positiva? Que experimentaram o abandono, a ausência, a privação?

Não há outro caminho senão o de oferecer amor, cuidado e proteção na forma de amizade sincera. A fé é muito mais do que convencer as pessoas sobre verdades religiosas com argumentos inteligentes. A fé é demonstrar no dia-a-dia a alegria de confiar num Ser divino que provê nossa necessidade tão humana de amor, cuidado e proteção.

Antes de abrir a Bíblia é preciso abrir os olhos do coração para ver e sentir a presença de Deus no cotidiano da vida. Ele é Pai, Ele é amor, Ele educa, Ele consola, Ele perdoa, Ele levanta, Ele cuida, sempre.

Pense comigo

Por que eu não gosto de pobre? Porque pobre é vagabundo e preguiçoso; porque ele pesa no bolso da sociedade; porque ele suja e enfeia a cida...