- Por que o Criador do Universo (galáxias, sóis, estrelas, planetas...) se manifestaria aos habitantes de um planeta tão minúsculo e insignificante como a Terra - uma poeira no Universo?
- Ótima pergunta. Com muitíssima humildade, ouso dizer que o mérito é exclusivamente d'Ele. De modo algum é um merecimento nosso. Simplesmente acolhemos com uma alegria indescritível a escolha d'Ele por nós, esforçando-nos cada dia para corresponder a tão grandiosa eleição.
- Como seres tão insignificantes como nós humanos podem ter a pretensão de conhecer e descrever o Ser Divino?
- De fato, o Criador do Universo é sumamente imenso. Reconhecemos nossa extrema limitação intelectual para conhecê-Lo. Seria muita pretensão nossa descrevê-Lo. O pouquinho que conhecemos é, por um lado, porque o Filho d'Ele e o Espírito d'Ele o revelaram a nós e, por outro lado, porque Ele nos criou racionais e inteligentes, capazes de refletir e humildemente construir conhecimentos através da lógica.
- Como aceitar como verdadeira a história bíblica sobre o nascimento, vida, morte e ressurreição de Jesus se ela é extremamente parecida à das divindades egípcias Mitra e Hórus, à divindade grega Attis etc?
- Sim, estas narrativas são muito semelhantes. De fato, em diferentes lugares e tempos os povos descreveram suas divindades de um modo muito similar, com pequenas diferenças, o que poderia indicar a influência de uma narrativa para outra.
Fala-se de nascimentos milagrosos em 25 de dezembro através de virgens, de "batismos", de "12" discípulos, de caminhar sobre águas, de curas e ressurreições, de crucifixões e de voltas à vida após 3 dias.
Sim, os povos antigos viajavam e entravam em contato com as culturas e religiões vizinhas, havendo a possibilidade de mútua influência. Escritos pelos homens, sim, os relatos bíblicos sobre Jesus podem ter recebido influência de tradições religiosas vizinhas, com elementos semelhantes e parecidos.
Muitos relatos dos evangelhos surgiram como um esforço teológico dos seus autores para contar a vida de Jesus e despertar a fé nos ouvintes e leitores - claro, com o indispensável auxílio do Espírito de Deus.
Alguns episódios sobre Jesus têm comprovação da História, como ciência moderna.
O mais importante é ressaltar o impacto dos Evangelhos na vida das pessoas e povos, que no passado e no presente têm tornado melhores o ser humano e a sociedade.
Estas similaridades nos fazem concluir que, por um lado, a consciência religiosa da humanidade pode realmente ter uma origem comum e, por outro lado, que Deus pode ter colocado no inconsciente do homem e dos povos alguma intuições religiosas comuns.
- O que você pensa sobre isso tudo?