O cristão leigo pode se envolver ativamente na política partidária, pode se associar e militar, defendendo e impulsionando projetos sociais e pessoas que os levem adiante.
Não é pecado ou anti-ética a militância política. O clero não pode interferir no livre exercício da política partidária.
A Igreja, nossa Mãe e Mestra, apenas recomenda que o cristão leigo, antes de se envolver com um partido, um projeto, um candidato, averigue se é coerente com os ensinamentos deixados por Jesus Cristo e pela Tradição cristã.
A Igreja é consciente de que não há partidos nem candidatos perfeitos ou totalmente identificados com o que Jesus e a Tradição ensinaram. Justamente por essa razão, a Igreja é a-partidária e não indica nenhum candidato.
Respeitando sempre o bom senso e a consciência de cada um, o cristão leigo pode divulgar partidos e candidatos, seja através dos meios digitais, seja pelos meios tradicionais (adesivos, panfletos, camisas, bonés, chaveiros, canetas etc).
É muito importante respeitar os espaços e momentos sagrados, o interior dos templos, a celebração dos sacramentos, as reuniões das comunidades, pastorais e movimentos.
Tampouco é correto se aproveitar de uma função na Igreja para influenciar as pessoas.
Excessos e desobediências devem ser comunicados às autoridades eclesiais, passíveis de punição correspondente.
O ideal é que a militância partidária se dê fora da Igreja. Caso haja alguma reunião no interior da Igreja, seria importante conceder o espaço também a outros partidos e candidatos, a fim de conservar o espírito democrático.
O assunto é complexo, por isso é importante seguir as orientações locais, seja do bispo, seja do pároco, para não cair na desobediência.
É um caminho a ser trilhado, com altos e baixos, onde todos temos a aprender. Alguns estão mais avançados, outros apenas engatinham. Há resistências que podem ser superadas com a espiritualidade e a formação. O importante é o respeito e a paciência.
- Como você entende e vive a dimensão política e social da sua fé?
- Qual é o papel da Igreja como orientadora da prática política do cristão leigo?