terça-feira, 21 de abril de 2020

Trago em mim as marcas de Cristo


Não há vitória sem luta, nem ressurreição sem crucifixão 

Quem somos nós senão a somatória de nossas tristezas e alegrias? 

O Filho eterno de Deus, que voltou aos Céus depois de ressuscitar 

Conservou no próprio Corpo as marcas dos pregos e da lança 


Gaspar Bertoni, o Santo Fundador dos missionários estigmatinos 

Com saúde frágil e familiarizado às dores no joelho e nas costas 

Contemplava o Crucificado/Ressuscitado, Suas chagas dolorosas/gloriosas 

Aprendia a sofrer sem murmuração, participando do mistério da redenção 


Ele, que tinha socorrido a tantos doentes e soldados feridos 

Que tinha confortado os tristes e consolado os angustiados 

Com uma vida apostólica intensa na Verona do século dezenove 

Evangelizava agora "crucificado" numa cama por longos dez anos 


Descobriu no estigma da mão direita a importância da acolhida 

E, no da mão esquerda, o valor da confiança plena em Deus 

Nas chagas dos pés direito e esquerdo reconheceu o valor de ouvir, sentir e amar 

E, no lado aberto de Cristo, deslumbrou a necessidade de sair de si e se doar 


Do dia-a-dia na igreja dos Estigmas de São Francisco de Assis 

Ia sendo gestada a Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo 

Que na segunda sexta-feira do Tempo Pascal de cada ano 

Reúne em festa solene os missionários estigmatinos presentes em todo o mundo 


Com um olho fixo no Crucificado sofredor e o outro no Ressuscitado vencedor 

Nós missionários estigmatinos socorremos os doentes e feridos 

Neles encontramos o Rei da Glória com sede, fome, frio, abandonado 

Nos Céus, seremos recepcionados pelos preferidos de Deus: os pobres 


Mesmo sem vê-Lo ou tocá-Lo, dizemos que o Ressuscitado é Senhor e Deus nosso 

Mais bem-aventurados que Tomé, desejamos ser homens de fé, não incrédulos 

Vivendo nosso Batismo, queremos morrer a morte de Cristo para viver a vida d"Ele 

Lendo, nas feridas dolorosas da nossa vida, a redenção que Deus vai escrevendo 


Mas não somos masoquistas, tampouco buscamos o sofrimento por si mesmo 

Algumas dores são inevitáveis e fazem parte da nossa condição humana 

Estas, nós as suportamos pacientemente, pois nos purificam e aproximam dos Céus 

Mas, as outras, nós as resistimos, na certeza de que Deus quer vida em abundância a todos. 


Pense comigo

Por que eu não gosto de pobre? Porque pobre é vagabundo e preguiçoso; porque ele pesa no bolso da sociedade; porque ele suja e enfeia a cida...